Mas este é o tempo do encontro das metades: silêncio, partida, saudade, o que ouço, o que calo, o que penso, vulcão, a lembrança do que fui, o que não sei, abrigo, cansaço, plateia, canção, amor e amor. O que só comprova a condição caleidoscópica, que conserva um certo fascínio pelas mutações que sofre.
Mas é por aí, né? Essa vida afrouxa, solta, ora o vento geme, ora o vento canta e no fundo só uma coisa é exigida: coragem. Sábio é quem vitaliza as sombras e aproveita as luzes, sem pressa e sem perder tempo.
Dificil? Se for, apenas sorria. Entre socos e rosas, sorria. Entre sufoco e sopro, sorria! Se tiver pique, dance, requebre, erga seu copo e celebre. É simples, como se livrar de um velho vício. Certamente algo entre êxtase e tormento.
Sobre tudo isso? A vida ensina, apenas ouça essas palavras sem sentido e quem sabe um sentido seja construído, assim como segue a vida tentando ser leve, ignorando solenemente a insustentabilidade de sua leveza. So much selfish tranquility. Maybe a beautiful lie or a beautiful mess.
Ou melhor, que fique muito mal explicado, não há esforço pra me fazer entendida. Na verdade não há quem possa entender..será? É tanta coisa pra arrumar e ainda tem a duvida sobre realmente dar adeus ao verão, trancar a porta ou…simplesmente escutar o silêncio.
( desconheço autoria )
Simplesmente perfeito. Coube como uma luva. Pra refletir, ler, reler, repensar.
A frase de hoje:
Só que o meu, eu deixei de planejar. Enquanto isso, vou viver.
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